27/05/2022 às 16h38min - Atualizada em 27/05/2022 às 16h38min

Palestra sobre educação no trânsito é realizada em escola municipal de Maricá



A Prefeitura de Maricá promoveu na quarta-feira (25/05) palestra de conscientização sobre as leis de trânsito para alunos do 8º ano da Escola Municipal Clério Boechat de Oliveira (Flamengo), em parceria com a Operação Lei Seca RJ. A iniciativa foi da Secretaria de Ordem Pública e Gestão de Gabinete Institucional (Seop) e da Guarda Municipal. 


A palestra contou com três profissionais cadeirantes – vítimas de acidentes no trânsito -, além da exibição de vídeos em que os estudantes, com idades entre 12 e 13 anos, puderam assistir imprudências sendo cometidas por motoristas, que poderiam ter sido evitadas, se houvesse mais responsabilidade no trânsito. Um mini circuito também foi montado na sala de aula, para uma demonstração de que álcool e direção não combinam.


Comandante da Guarda Municipal de Maricá, Jean Medeiros explicou aos alunos que apesar de não terem contato direto com veículos, cada um também é responsável por tudo que faz quando está a pé de bicicleta e que é muito importante dividir os ensinamentos adquiridos com amigos e familiares.


“Hoje, as pessoas dirigem para vocês, seus pais e mães, mas o que vocês fazem quando estão na bike faz toda a diferença também. Sejam multiplicadores de tudo que aprenderam. São dois pilares: a educação e a fiscalização. Elas andam lado a lado, mas a educação é capaz de mudar gerações. Pensem nisso. Decisões nós tomamos a todo momento, mas quando se trata da vida de vocês e da vida do próximo, a decisão tem uma consequência maior. Se ele tivesse pensado antes de sair, não estaria preso na cadeira de rodas”, explicou.


Vítima de trânsito é a prova viva de que a irresponsabilidade prejudica muitas vidas


“Nossa participação das escolas é para passar para as pessoas, alunos, professores ou quem mais tiver acompanhando a palestra sobre o risco da combinação de álcool e direção. No meu caso, eu era costumado a sair todo final de semana. Há 15 anos ainda não existia a Operação Lei Seca e era muito comum eu sair pra me divertir para uma balada ou churrasco de família e todo mundo consumir bebida alcoólica. A gente voltava pra casa com um amigo que bebeu dirigindo para ter a comodidade de não ficar dependendo de ônibus”, lembrou o agente educacional Leonardo Tavares, 39 anos.


Num final de semana, quando voltava com amigos de um quiosque, em Maricá, sua vida mudou.


“Nós éramos cinco pessoas e eu estava no banco de traz do carro, sem o cinto de segurança, voltando para casa. Um colega foi desviar de alguma coisa na estrada e puxou o volante. Com os reflexos alterados acabou perdendo o controle do carro e capotou. O acidente foi bem grave, o motorista foi arremessado para fora do carro e chegou a perder a visão durante um tempo, mas depois conseguiu recuperar. Outras pessoas tiveram ferimentos leves, mas eu sentia muitas dores na coluna e não conseguia sair do carro”, disse Leonardo.


Leonardo seria socorrido e ficou três meses internado. Recebeu a notícia de que tinha quebrado a coluna e nunca mais voltaria a andar. Foi uma notícia impactante para ele e toda a família.


“Não é só a gente que fica cadeirante, afeta todo mundo à nossa volta. Infelizmente, as pessoas não costumam usar o cinto de segurança no banco traseiro, têm uma falsa sensação de que estão protegidas pelos bancos da frente, mas o cinto é uma ferramenta fundamental para a segurança de todos os passageiros. Só quem passa por um acidente dessa gravidade sabe o sofrimento que sente e a dor que provoca nas outras pessoas”, contou.


Educar a criançada é importante


“Com todos os perigos no trânsito é importante essa educação, principalmente na comunidade escolar, porque nós estamos lidando com adolescentes e crianças. Eles têm que aprender a conviver e se proteger também na rua para que, quando crescerem, saibam como se portar como adultos. Não só como pedestres, porque eles são os futuros motoristas e tem muita vida em jogo”, disse a diretora adjunta da Escola Municipal Clério Boechat de Oliveira, Elaine Monteiro, explicando que a informação é levada por cada aluno para suas casas, fazendo com que a mensagem chegue também nas famílias.


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